O Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde está alertando aos foliões que vão passar o carnaval em outros Estados para que fiquem atentos com relação à dengue. “Nossa preocupação é com a dengue tipo 4 que já foi detectada na vizinha cidade de Serrana, onde o paciente se contaminou no Piauí”, afirmou a enfermeira Maria Luiza da Silveira Santa Maria, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento.
A preocupação se justifica porque todas as pessoas que já tiveram dengue estão imunizadas apenas contra aquele tipo que contraíram, seja 1, 2 ou 3. Como o tipo 4 ainda não circulou em Ribeirão Preto, qualquer um pode se contaminar. “Quanto antes formos notificados, mais rápido faremos o bloqueio”, explicou.
Os sintomas característicos da dengue são febre alta, dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas. “As pessoas que apresentarem qualquer um desses sintomas, devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência”, finalizou a diretora.
Casos confirmados – Ao contrário do que foi registrado nos últimos anos, Ribeirão Preto vive uma fase de baixa contaminação por dengue. Até a sexta semana deste ano foram confirmados 12 casos, contra 2.227 em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar dos números animadores, Maria Luiza alerta a população para que mantenha a atenção com a limpeza dos quintais e com a consequente eliminação de recipientes que possam acumular água e se tornar criadouros do Aedes aegypti. “Esse é um trabalho conjunto que deve ser desenvolvido pelo poder público e pela população e não podemos baixar a guarda”, ressaltou a diretora.
Pontos estratégicos – A Divisão de Controle de Vetores em parceria com a Vigilância Sanitária está vistoriando os pontos considerados estratégicos, como borracharias, comércio de sucata, viveiro de plantas entre outros, objetivando verificar se seus proprietários estão mantendo os ambientes limpos de recipientes que possam acumular água e se tornar criadouros do Aedes Aegypti.
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Fonte: CCS/Foto Tiago Morgan
Postado em 18.02.2012