Ribeirão Preto, 10 de Dezembro de 2019.

Uma criança pode fazer psicoterapia?

Uma criança pode fazer psicoterapia?

E ai, pode?! O que acham?!

Já fui questionada algumas vezes se criança pode fazer psicoterapia, quando procurar, se os pais participam e como é o processo...

Já adianto que criança pode fazer terapia, aliás, em alguns casos, DEVE!!!!!!

Muitas vezes minimizamos o sofrimento dos pequenos por não compreender o que se passa ou por acreditar que “só adulto tem problema”. As crianças são gente como a gente, têm conflitos, passam por situações difíceis, sofrem com as cobranças e com coisas que não conseguem “resolver” e, em grande parte, têm dificuldade para reconhecer suas emoções.

A procura por acompanhamento psicológico pode ser solicitada pela escola, devido a problemas de comportamento, falta de concentração nas aulas, desempenho inferior ao esperado, dificuldade de relacionamento com os colegas, entre tantas outras.

Podem ser encaminhados por outras especialidades como pediatra, psiquiatra e nutricionista solicitando suporte no acompanhamento que já é realizado com os mesmos.

Ainda há outros fatores que trazem muitas crianças ao consultório como crises de choro, agitação constante, Bullying, timidez, nascimento de irmãos, processo de separação dos pais e luto.

A psicoterapia infantil pode ser solicitada por motivos tão vastos e variados que seria impossível listar todos aqui, o que temos acima é apenas uma prévia das situações mais corriqueiras dentro de um consultório psicológico.

O processo em si depende muito de como cada profissional costuma trabalhar, alguns solicitam que as sessões sejam feitas com a criança e os responsáveis juntos, outros fazem as primeiras sessões com os responsáveis e apenas depois conhecem o paciente, alguns fazem reuniões de orientação de pais com mais frequência e outros menos. Cada psicóloga (o) tem seu próprio estilo, e o parâmetro para saber o que é melhor é olhar individualmente para aquela criança e família.

Como sempre falo, cada caso é um caso. Cada paciente tem sua particularidade. O mais importante de um processo psicoterapêutico é criar condições para que o cliente possa revelar suas dificuldades existenciais.

Não se deve deixar de lado os benefícios de ter os responsáveis empenhados neste processo. Visto que a compreensão da situação engloba não apenas a criança, mas todo seu entorno. Os responsáveis têm participação direta neste cenário.

E aí? Como funciona na prática? A criança precisa sentar-se no divã e contar seus problemas? Muitos pais têm essa dúvida! Alguns até me perguntam, “Mas ele vem aqui só pra brincar?”. Pois é, a psicoterapia infantil utiliza como recurso jogos, brincadeiras, desenhos, histórias, músicas, entre tantos outros aspectos lúdicos para facilitar o processo de compreensão daquela determinada situação.

O adulto se revela na fala e embora a criança também possa se revelar desta maneira, é no brincar que isso é mais espontâneo. Brincando a criança expressa o sentido de sua vivência!

Meu nome Lais Vicentim Giron, sou graduada em Psicologia e Especialista Clínica (CRP 06/129312). Se precisar de ajuda, conte comigo! Você pode me achar pelo instagram (@laisgiron.psi), pelo facebook (Psicóloga Lais Vicentim Giron) ou pode entrar em contato pelo telefone (16) 99634-2423. 

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Postado em 27.08.2019



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