Ribeirão Preto, 23 de Julho de 2019.

Jovens aprendem e se divertem no 6º Férias com Ciência

Estudar ciências não precisa ser um bicho de sete cabeças. Esta lição ficou clara para os jovens de 10 a 17 anos que participaram da sexta edição do ?Férias com Ciência?, que aconteceu nas tardes de 23 a 25 de julho, no Museu e Laboratório de Ensino de Ciências (MuLEC), no Campus da USP Ribeirão. O evento despertou tamanha curiosidade dos presentes que nem mesmo o tempo frio e chuvoso foi obstáculo para que eles praticassem todas as atividades programadas.

Promovido pela Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto, o “Férias” deste ano mostra que a ciência está próxima de todos e que pode ser encontrada até mesmo no quintal de casa, seja num formigueiro ou numa casca de árvore. “Os jovens carregam o mito de que a ciência é distante, difícil, inatingível e por isso não possuem o hábito de relacionar os eventos que os cercam com conceitos científicos. Muitas vezes a própria escola e o professor não conseguem incentivar a realização de iniciação científica. Aqui tentamos instigar os jovens ao máximo e eles ficam interessados, passam a associar conceitos e começam a ver que a ciência está em todo lugar, bem perto deles”, enfatiza a coordenadora da Casa da Ciência, professora Marisa Ramos Barbieri.

No primeiro dia do “Férias” os jovens chegaram quietos, tímidos, mas no decorrer das  atividades ficaram bastante à vontade para fazer perguntas e participar ativamente. Por meio de articulações e da apresentação de materiais para observação, a equipe da Casa estimulou os alunos a pensar sobre ciências, a questionar, fazer novas comparações e construir suas próprias hipóteses. Os jovens foram convidados a pensar como cientistas e pesquisadores e a escolher o assunto que gostariam de investigar nos próximos dias do evento.

O interesse dos participantes foi tanto que até mesmo debaixo de chuva eles quiseram ir à campo para observar na natureza os materiais escolhidos para o estudo. Logo depois da atividade, as dúvidas dos estudantes foram sanadas e a equipe da Casa apresentou uma síntese de cada etapa de um projeto acadêmico para que eles pudessem planejar e desenvolver uma iniciação científica. No último dia, os alunos apresentaram o planejamento para os demais colegas, fizeram as alterações necessárias e terminaram o projeto de iniciação científica, evidenciando o que aprenderam nos três dias. Para o curto tempo que durou o evento, comparado aos longos meses de uma pesquisa científica, tivemos aprendizados interessantes com a prática científica. Quando questionada sobre importância do trabalho científico para complementar as atividades escolares, a aluna Ana Isabel Doretto, de 14 anos, disse que “ajuda e tanto, pois faz com que aprendamos na teoria e podemos por a ‘mão na massa’ e vermos se tudo aquilo é verdade”. Ana participou de praticamente todos os dias, e se demonstrou muito interessada na adaptação do aguapé, assunto do qual foi logo dizendo o que aprendeu: “O aguapé tem como característica morfológica relacionada à função o parênquima aerífero, que serve para flutuação da planta”.

Os materiais utilizados no programa são, em sua maioria, reaproveitados de outros eventos e atividades realizados pela Casa da Ciência, porém, apresentados por uma nova perspectiva de análise. O que demonstra que ensinar ciências pode ser feito com custos reduzidos ou sem gastar quase nada.

O objetivo do programa de promover a aproximação dos alunos com a ciência e a pesquisa de maneira leve e descontraída foi alcançado. Os jovens puderam perceber que a ciência não é tão complicada. “Sempre achei as provas de ciências as mais difíceis da escola, mas agora percebi que não é tão difícil assim e que a ciência está mais próxima do que eu achava. Aprendi muito e quero começar a participar dos outros programas da Casa”, afirma o estudante Gabriel Herrera Ribeiro, de 12 anos.

Casa da Ciência

A Casa da Ciência é um programa do Hemocentro de Ribeirão Preto que desenvolve atividades educacionais de ciências com objetivo de aproximar a pesquisa científica de alunos e professores da rede básica de ensino e apoiá-los. O programa começou em 2001, como parte educacional do Centro de Terapia Celular (CTC), integrante dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), financiados pela Fapesp. Coordenado pela Profa. Dra. Marisa Ramos Barbieri, o programa foi proposto a partir da trajetória metodológica do LEC – FFCLRP/USP (entre 1981-2000), que trabalhava diretamente com professores e alunos das escolas básicas.

Site da Casa da Ciência: http://www.ead.hemocentro.fmrp.usp.br/joomla/

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Fonte: Casa da Ciência

Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto

Postado em 01.08.2013



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