Ribeirão Preto, 10 de Abril de 2020.

Coronavírus - A Pandemia - por Amanda Cavalheiro

Coronavírus - A Pandemia - por Amanda Cavalheiro

Estamos passando por umas das maiores pandemias já enfrentadas no mundo: a do Coronavírus. A doença causada pelo vírus se chama COVID-19; os primeiros casos foram detectados na China e se espalharam rapidamente para o resto do mundo. Ainda incerto como o vírus pode ter “aparecido”, a hipótese sobre uma possível contaminação por carne de morcego ainda é incerta e necessita de maiores pesquisas. O vírus foi considerado de alta infectividade e baixa letalidade, ou seja, consegue atingir um número muito grande de pessoas, mas não é muito letal. Sabemos que várias pessoas já morreram com o vírus, em vários países do mundo, principalmente na China e Itália e, por isso, temos que tomar alguns cuidados e entender melhor o que está acontecendo, tomando muito cuidado com as famosas “Fake News”.

O vírus tem os mesmos sintomas de uma gripe comum: tosse, coriza e febre. Pode causar cansaço fora do comum também. O período médio de incubação é de 5 a 12 dias, ou seja, depois que se tem o contato com alguém infectado, demora esse período para começar a aparecer os primeiros sintomas. Por isso é tão importante a informação de se fazer a quarentena. Ou seja, evitar contato com pessoas por um período longo, pois diminuímos a transmissibilidade do vírus. Devemos nos preocupar com nossas crianças e com nossos idosos, que são os grupos de maior risco de ter complicações e possível morte. Contudo, pacientes com histórico de diabetes, doenças cardíacas, tabagistas, doenças renais crônicas e imunodeprimidos também possuem alto risco de terem conseqüências mais graves com o contágio.

Para isso, devemos evitar aglomerações, lavar sempre as mãos com água e sabão, usar álcool gel 70%, não compartilhar objetos pessoais, manter ambientes bem ventilados e, caso tenhamos uma grande quantidade de pessoas infectadas, o uso de máscaras. Caso espirre, coloque a mão na frente e lave as mãos imediatamente. Fique pelo menos 1 metro de distância de outras pessoas e não abrace ou beije. Não toque nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. Fique em casa se estiver com qualquer outra doença. Dessa forma diminuímos a transmissibilidade desse vírus.

Devemos lembrar que só em 2019, cerca de 700 pessoas morreram de dengue e a cada 2 horas uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. Ou seja, precisamos entender que temos também outras causas de morte tão importantes quanto o Coronavírus para nos preocupar e tentar solucionar. É muito provável que grande parte da população mundial ainda se infecte com o vírus sem grandes complicações. Precisamos de mais tempo para que os cientistas desenvolvam uma possível vacina, o que pode demorar cerca de um ano e meio, já que o vírus se mostrou ter alta mutabilidade. Não sabemos ainda se o contágio com o vírus pode acarretar com problemas futuros, como foi o caso da Zika que afetou milhares de mulheres grávidas e, como consequência, um grande número de bebês com microcefalia. Devemos ter calma, nos proteger e esperar. Enquanto isso, em caso de contágio, devemos apenas repousar em casa, usar umidificadores de ar para aliviar os sintomas respiratórios, tomar antitérmicos e analgésicos prescritos e aguardar.

Se você tiver alguns dos sintomas da gripe, procure a unidade básica de saúde mais próxima e deixe que os profissionais da saúde avaliem seu caso e decidam se você será encaminhado para os exames específicos de detecção do vírus. Em casos de dúvidas, o Ministério da Saúde tem o número 136 para ser discado a qualquer momento para ter maiores informações sobre a doença. Além disso, é possível baixar o aplicativo do SUS chamado “Coronavírus – SUS” que funciona em alguns telefones Androids e em iPhones. “Busquem fontes de informações confiáveis, como sites do Governo Federal que tenham “.gov” em seu link. Muitos dos vídeos que estão se espalhando por grupos de WhatsApp são falsos, tais como: álcool gel 70% não funciona; tome suco de limão com água quente para curar do vírus, entre outros. Fique tranquilo, o SUS está fazendo o que pode para atender a demanda que tem crescido bastante nesses últimos dias. O exame de detecção do vírus é caro e não pagaremos nada por isso. Procure se proteger, cuidar da sua saúde e de seus familiares e vamos enfrentar juntos essa fase!

* Amanda Cavalheiro é Farmacêutica-Bioquímica e colaboradora voluntária do Jornal da Região Sudeste

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Postado em 18.03.2020

Imagem ilustrativa: internet



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