Ribeirão Preto, 17 de Setembro de 2014.

Associação dos Moradores da Comunidade do Jardim São José emite nota sobre Poliesportivo

NOTA INFORMATIVA 001/2011 Questão relativa ao Poliesportivo do Jardim Roberto Benedetti no Orçamento Participativo Municipal 2012.

Em relação às manifestações públicas tomadas pela Associação dos Moradores do Jardim Roberto Benedetti (AMOJARB) e suas lideranças acerca da decisão do CORPARC e de pretensa posição da Comunidade do Jardim São José, quanto ao POLIESPORTIVO daquele bairro, temos a informar pública e oficialmente o que adiante segue:

 

1.         O Complexo Urbano Sudeste, em virtude da sua franca expansão urbana, comporta espaços e obras de esporte, recreação e lazer, tanto no Jardim Roberto Benedetti, como também as pleiteadas, também, no Jardim Manoel Penna e no Recreio Anhanguera, sem que haja necessidade de competição entre estas.

 

2.         A Associação dos Moradores do Jardim Roberto Benedetti não se mobilizou para integrar o CORPARC, embora a convocação pela Municipalidade tenha sido amplamente divulgada, e, tampouco se fez presente nas reuniões do Conselho em que as prioridades foram discutidas local e sub-regionalmente.

 

3.         A Associação dos Moradores da Comunidade do Jd. São José não é contrária ao Poliesportivo no Jd. Roberto Benedetti, e nunca de posicionou desta forma, tanto é assim que na reunião do CORPARC da sub-região L17, dia 07/06/2011, realizada no próprio Jardim Roberto Benedetti, para encaminhamento ao NID das prioridades, e, diante da ausência da Associação dos Moradores local, foi de nossa iniciativa fazer constar na referida ata e oficio como um das obras prioritárias para a região a de: “conclusão das obras do Centro Esportivo no Jardim Roberto Benedetti, incluindo a construção de Piscina (informações complementares junto a Associação dos Moradores do Bairro).”

 

4.         Elencadas as obras prioritárias na sub-região L-17 da qual fazem parte tanto o Jardim Roberto Benedetti quanto o Jardim São José, e em face da limitação de recursos orçamentários para investimentos na área em torno de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), três delas foram priorizadas, entre as quais o inicio das obras do CENTRO DE ESPORTE, RECREAÇÃO E LAZER do Jardim São José (sem exclusão de realização futura das demais).

 

5.         Não procede a informação de que a obra em tela é de uso exclusivo do Jardim São José, na realidade será destinada a todo o Complexo Urbano Sudeste, tanto que tem sido  a Associação Distrital do Complexo que está à frente da luta por sua conquista, e tal obra é reivindicação antiga, que já foi inclusive incluída em Orçamento Participativo anterior, não executada por falta de respeito político da Administração Municipal à época.

 

6.         Por outro lado, importante salientar que as colocações públicas feitas por lideranças da Associação dos Moradores do Jardim Roberto Benedetti a respeito da situação, da história e das obras inacabadas do Centro Esportivo daquele bairro não condizem com a realidade, provavelmente por desconhecimento, já que acreditamos na boa-fé de suas atuais lideranças.

 

7.         A estrutura inacabada existente em área do Jardim Roberto Benedetti não é fruto de investimento público-governamental e sim de ato de uma dita Comissão, que arrecadou fundos de forma bastante controversa e até hoje questionável, dos então pretensos futuros moradores do bairro, muitos do quais nem chegaram a sê-lo por desaprovação de financiamento, cercando-a e ali iniciando a construção de tais “obras” sem qualquer cuidado técnico, sob a farsa de que aquela área era privada e a idéia de que a mesma receberia clube particular dos moradores do bairro, valendo salientar que na realidade se trata de área pública verde/sistema de lazer e área institucional sem um metro quadrado sequer de área privada.

 

8.         A tal comissão, inclusive, chegou a contratar um Zelador e construir-lhe uma casa em área verde (hoje ocupada pela Sub-Base da Guarda Civil Municipal), abandonando-o a própria sorte posteriormente. Também firmou contrato comercial ilegal com empresa para exploração de cantina na área, recebendo as remunerações, sem jamais ter concluído as obras e, igualmente, abandonado tal empresa sem qualquer esclarecimento ou satisfação.

 

9.         Inaugurado o bairro, lideranças e moradores daquela comunidade mantinham posições extremamente agressivas contra os demais moradores da região, suscitando problemas sérios de relacionamento, notadamente entre jovens, exigindo à época interferência enérgica das respectivas lideranças e associações de bairros da região em defesa de seus moradores e dos direitos de cidadania sobre áreas de domínio público.

 

10.       Com o tempo, porém, a área foi totalmente abandonada, tanto pelo Poder Público, quando pela Comunidade local e as deficiências técnicas de construção começaram rapidamente a aparecer, entre as quais o então muro de arrimo que sustentava as quadras em nível superior ao Campo de Futebol, que simplesmente cedeu, inclinando-se a ponto de ruir a qualquer momento sobre as cabeças de jovens que utilizavam o local. Também, sem manutenção, uma piscina abandonada cheia de águas pluviais era criadouro de mosquitos, pernilongos e risco constante de afogamento.

 

11.       Moradores do Jardim Roberto Benedetti não se entendiam entre si na constituição efetiva de uma Associação dos Moradores que os representasse, mesmo com incentivo das co-irmãs locais.

 

12.       Diante disto, lideranças e moradores em geral locais, dos diversos bairros, inclusive do próprio Jardim Roberto Benedetti, se associaram e constituíram uma ASSOCIAÇÃO (a atual Associação do Complexo Urbano Sudeste), destinada a cuidar da implantação de um Centro Esportivo naquele local.

 

13.       Tão logo a nova entidade trouxe a público o desleixo com a área e os riscos, rapidamente, forças ocultas da antiga Comissão, tentando esconder sabe-se lá o que, bem depressa se articulou reservadamente e um talude de terra e grama foi colocado para esconder o muro de arrimo, que por falta de material e responsabilidade técnica havia cedido, o qual ainda hoje lá permanece soterrado como prova dos fatos que relatamos e cimentando o piso afundado das quadras para disfarçar as falhas de estrutura da dita obra por eles realizadas.

 

14.       No demais a única atitude efetivamente tomada, foi de alguns moradores radicais do bairro que, politiqueiramente convenceram a Municipalidade a intentar Ação Judicial contra a Associação Distrital criada, por Esbulho Possessório, cuja pretensa reintegração de posse não teve qualquer tipo de resistência, em vista de que tal esbulho inexistia. O Poder Público assumiu e mais uma vez sumiu, deixando a área ao completo abandono.

 

15.       Ao final do primeiro Governo do Prefeito Antonio Palocci, moradores do Jd. Roberto Benedetti, menos radicais, enfim, se articularam efetivamente na AMOJARB, e a pedido, a Municipalidade designou o Sr. OSMAR CAPLACCE, então assessor de gabinete, para mediar acordo entre as lideranças da região a respeito daquela área, o qual foi firmado definindo que a parte inferior se destinaria ao CENTRO COMUNITÁRIO DO BAIRRO, e, portanto, destinado as ações sócio-comunitárias dos seus moradores, sob gestão da AMOJARB, a qual foi segregada do restante da área por muro então construído, e o restante receberia um Centro Esportivo público.

 

16.       Os atos não prosseguiram, além disto, a gestão seguinte ignorou o acordo e jamais instalou o Centro Esportivo, deixando a área ao abandono. Para piorar a situação, manobra eleitoreira decorrente de falsa promessa de doação de área pública à construção de igreja; fruto de grande polêmica que levou de afogadilho à área a CRECHE MUNICIPAL DO COMPLEXO, inicialmente prevista para outro local, comprometendo definitivamente o Campo de Futebol até então existente e com isso o futuro Centro Esportivo.

 

17.       A área em tela é constituída uma parte como ÁREA INSTITUCIONAL (onde se encontram: galpão, parte dos restos do Campo de Futebol e a Creche) e o restante Área Verde e Sistema de Lazer (onde estão: a Sub-base da GCM, os restos: de duas quadras, do Campo de Futebol e de um playground).

 

18.       Há grande demanda reprimida na Creche Municipal Ana Maria Chufalo, em quase o dobro das atuais vagas oferecidas. O único local possível à ampliação da creche é aquele onde hoje existe a carcaça de um galpão, que, em função da prioridade constitucional à educação, provavelmente a isto se destinará.

 

19.       Do que resta, o Campo de Futebol está todo comprometido em relação a suas dimensões, sendo útil no máximo para um bate-bola informal e a estrutura do que seriam duas quadras no futuro, não é confiável para qualquer uso sem providencias técnicas que elimiem o risco de afundamentos surpresa que coloquem em risco a integridade física dos quem as venham utilizar, em função do muro de arrimo que as sustenta o qual mesmo soterrado providencialmente, ainda existe e tem estrutura condenada.

 

20.       Logo, ao contrário do que se alega a questão ali não é apenas de reforma, mas de reconstrução dos equipamentos, cuja estrutura está toda comprometida, coisa que o orçamento inicial de R$ 1.180.000,00, apresentado preliminarmente contemplava, e o novo orçamento refeito, de R$ 350.000,00 não leva em conta.

 

21.       Vale registrar ainda que, apesar a boa relação sempre mantida com a Associação de Moradores vizinha, a mesma em nenhum momento, buscou qualquer tipo de diálogo conosco acerca da questão, preferindo o embate puro e simples na Assembléia Geral, no qual, cumprindo o nosso dever de liderança, fizemos a defesa e obtivemos democraticamente os votos da maioria em favor da posição defendida, qual seja a priorização para 2011 do Poliesportivo no Jardim São José, legitimamente reivindicado há muitos anos e protelada em decorrência de prioridades anteriores mais prementes nos investimentos municipais.

 

22.       Outras obras da sub-região L17, além do Poliesportivo do Jardim Roberto Benedetti foram preteridas na lista final que constará do Orçamento Público, sem, contudo terem perdido a legitimidade e validade. Apenas, não foram democraticamente priorizadas no Orçamento Público Municipal de 2.012, por decisão popular e inexistência de recursos disponíveis para as demais que permanecem pautadas para investimentos futuros, decisão esta que estamos certos será respeitada pela Prefeitura e pela Egrégia Câmara Municipal.

 

23.       Reafirmamos nossa disposição, de somar esforços com a ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO JARDIM ROBERTO BENEDETTI, na luta em busca de recursos privados para a obra pretendida, ainda em 2012, conforme possibilidade apontada pela Prefeita Municipal, assim como, se não se obtiver êxito nesta iniciativa, de apoiar, como uma das prioridades a obra pretendida para o orçamento municipal 2013, se o processo de sua definição for democrático como este atualmente empreendido e os recursos disponíveis forem compatíveis com a realização segura e completa da obra pleiteada.

 

            Estas são as informações que nossa Associação entendeu necessárias para esclarecer nossa posição diante da questão posta, reiterando nossos respeitos a ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES, aos MORADORES e aos GESTORES e LIDERANÇAS do JARDIM ROBERTO BENEDETTI, reafirmando, porém, igualmente, nosso dever, compromisso e comprometimento em defender os interesses dos moradores da Comunidade do Jardim São José com absoluta independência de ação e autonomia de decisão.

 

                                               Ribeirão Preto, SP, agosto de 2.011

 

                                               WASHINGTON DE BESSA BARBOSA JÚNIOR

                                                        Presidente



Mais notícias: