Ribeirão Preto, 22 de Fevereiro de 2012.

Afinal, o que há de verdade por trás das sacolas plásticas

Para a indústria, sacolas oxibiodegradáveis ou biodegradáveis são opções mais ecológicas; no entanto, nem sempre a imagem vendida condiz com a realidade

Afinal, o que há de verdade por trás das sacolas plásticas

Campanhas publicitárias, acordos selados entre governo e empresários e no meio deste processo o consumidor, que pergunta quais são as alternativas plausíveis para o descarte de resíduos, diante das constantes proibições.

Parte da indústria se aproveitou dessa dúvida para vender a ideia de que as sacolas oxibiodegradáveis ou biodegradáveis são opções mais ecológicas para substituir as sacolas plásticas tradicionais. No entanto, especialistas alertam que nem sempre a imagem vendida condiz com a realidade.

As sacolas oxibiodegradáveis, por exemplo, ainda são alvos de estudos, pois sua eficiência é considerada “obscura”. Essa falta de comprovações motivou o ex-governador de São Paulo José Serra a vetar um projeto de lei que tornava o uso desse produto obrigatório, para substituir os modelos tradicionais. Além disso, diversos especialistas se mostram contra a utilização das sacolas oxibiodegradáveis.

O projeto “Fotodegradação e fotoestabilização de blendas e compostos poliméricos”, do professor Guilherme José Macedo Fechine (Universidade Mackenzie), mostra que apesar de se decompor em micropartículas, este tipo de plástico não é consumido por fungos, bactérias ou protozoários, uma das características essenciais para garantir que os resíduos realmente serão eliminados do ambiente.

Segundo Fechine, a única diferença entre o polímero oxibiodegradável e o comum é o tempo de fragmentação, menor no primeiro caso. Mas, em termos ambientais não existe benefício algum.

As duas alternativas apresentadas, oxibiodegradáveis e biodegradáveis, já foram cogitadas como possíveis soluções, mas hoje se sabe que resolver esse problema não é uma tarefa simples.

Por isso, a melhor solução que pode existir é dizer não às sacolas plásticas. Uma das alternativas é optar pelos saquinhos feitos de jornal para o lixo seco e utilizar composteiras caseiras no caso do lixo orgânico.  Lembre sempre dos 3Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.

Matéria extraída do site CicloVivo

Acesse a matéria na íntegra:  A verdade por trás das sacolas plásticas

Postado em 26.01.2012



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